QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA

O Colégio Adventista de Quixadá fortalece a Comunicação na Sala de Aula

Por Silvânia Bernardo, RU 1334121

Polo – Fortaleza (CE)

Data 15/09/2017

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Fonte: http://profisabelaguiar.blogspot.com.br

 

O Colégio Adventista de Quixadá, no estado do Ceará, vem levando a sério no que tange a sua Pedagogia por uma comunicação bem-sucedida em sua comunidade escolar. A máxima do velho guerreiro Chacrinha “Quem não de comunica se trumbica” tem sido como um estímulo para que os alunos, funcionários e professores tomem cuidado quando usarem as ferramentas de comunicação.

“Desde que implantamos o laboratório de informática no Colégio, temos tido a preocupação em oferecer aos alunos, aos funcionários, uma oportunidade se ampliarem suas formas de comunicação. Não basta falar ou escrever tem que usar as ferramentas tecnológicas para fazer isso com eficiência e rapidez”, afirmou Cora Rubina, que é coordenadora pedagógica do colégio.

Essa cultura de laboratório de informática vem se tornando uma verdadeira coqueluche nas escolas. s tecnologias são importantes como apoio. A educação de qualidade pode até ser feita sem tecnologias, mas no mundo atual, no mundo conectado em rede, ficaria estranho trabalhar todos esses conteúdos sem essa mediação que você usa no cotidiano e no trabalho. É importante para tirar o aluno de dentro da sala de aula, conectá-lo com o mundo, para o professor trazer tudo que é mais significativo para a escola, para poder aprender em qualquer tempo e em qualquer lugar. É para onde nós caminhamos.

Rebeca da Silva, 17 anos, que cursa o 9º ano no Colégio Adventista é uma dessas entusiastas do uso do laboratório de informática para ajudar no manejo das novas tecnologias.

“No começo a gente queria ficar apenas nas redes sociais. Mas logo os professores foram trabalhando com a gente o conceito de comunicação. E aí a gente viu que o uso das novas tecnologias podem ser além de passatempo também uma forma de aprender a se expressar melhor.”

A tecnologia é uma grande facilitadora de processos de interconexão com todas as realidades que são importantes para aprender. O professor tem que fazer com que essas novas tecnologias tenham um pensamento crítico para os alunos, ou seja, não adianta só aprender a teclar no computador, não adianta só assistir a um filme, ele tem que gerar com isso, um espírito crítico para que possa ser analisado e para que o aluno possa fazer uma reflexão sobre aquilo que está sendo observado.

Segundo o Coordenador do Laboratório de Informática do Colégio Adventista, Samuel Stuart Nall, “Hoje um bom gestor de professor não precisa ser especialista em tecnologias, você é especialista em outras áreas, mas você precisa delas como mediação, como apoio para ajudar o aluno para que ele se sinta motivado, para trabalhar com essas linguagens integradas. Então, para sensibilizar é preciso mostrar que essas tecnologias têm um valor primeiro para a vida dele, para o futuro dele, para a profissão, para melhorar, para ter uma futura evolução da carreira profissional. Tanto professores e principalmente gestores,  devem ser estimulados ao uso de tecnologias e mídias da educação. Não só por meio de formações da utilização da parte operacional das tecnologias, mas também para promover a integração dessas tecnologias na prática pedagógica, tanto do professor e também no cotidiano da escola.”

Isso quer dizer que, principalmente para que aquele laboratório de informática, a sala de multimeios, não fiquem isolados do contexto da escola, precisam ganhar vida e integrar a comunidade como um todo. Para isto, os gestores são fundamentais para incentivar os professores e os alunos a tomarem essa iniciativa. Deve-se tornar todos os recursos disponíveis ao professor, aproximando este professor das novas tecnologias, capacitando para que essa prática seja integrada ao desenvolvimento da sua atividade profissional. Não adianta ensinar se o professor e o gestor não podem praticar.

O esforço de um ano todo de trabalho com professores, alunos e gestores, levando-os a usar as novas tecnologias para melhorarem as atividades de comunicação dentro e fora da escola ganha uma recompensa quando no final do ano realizam uma feira cultural em que as habilidades, as competências e as potencialidades dos alunos são postos à prova em suas exposições culturais para a comunidade.

Vemos que esse trabalho com as novas tecnologias vale muito a pena. Nos tornamos mais e melhores comunicadores”, finaliza a professora Gracinda Petcherria.

 

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Uso de aparelhos de novas tecnologias, uma ideia que deu Certo!!!!

Por: (Tiago Silva Marcos RU 1350816)

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MonicaAfonso01.blogspot.com

Uma nova maneira de metodologia de ensino que se utiliza amplamente de novos meios tecnológicos para se ampliarem ao mundo moderno, está acontecendo novas técnicas na cidade de Pacajus. Alunos de segundo ano ao terceiro ano do ensino médio que já estão inseridos de novas tecnologias educacionais de inovação .Com isso esses jovens são pioneiros de iniciativa desse projeto do governo do estado do Ceará, que além de tirar da escola velhas práticas da educação profissional, como a utilização de quadros negros e giz, dá autonomia ao aluno para decidir o ritmo de seu próprio aprendizado.

De acordo com a secretaria do governo do estado, e idealizador desse projeto de aprendizado de novas tecnologias na escola de ensino médio, essa iniciativa representa uma resposta de educação vigente na maioria das escolas de ensino médio, já falidos ao modo de ensino. Segundo os profissionais da educação que colocam esse projeto junto com o governo afirma que nosso modelo atual de ensino tradicional não está atingindo a qualidade, explica o motivo desse projeto de ampliação e melhorar aprendizado dos alunos que mesmo já passados pelo ensino fundamental não puderam ter acesso as redes novas de computadores, novas mídias de avanço e redes sociais adaptados em avanços tecnológico. A nova maneira de aprendizagem tem como objetivo proporcionar ao aluno autonomia e criar um espaço de construção colaborativa do conhecimento, a partir de novas tendências tecnológicas. Para alcançar isso é preciso interesse e dedicação de ambas as partes que receberão tais frutos. Cada aluno receberá um tablete ou netbook para realizar as tarefas diárias, onde eles próprios escolhem a ordem e como fazer, de acordo com um pré estabelecido pela direção do projeto. Ao chegar na Escola os alunos integrantes passam por um processo para que compartilhem com o grupo da sala, e com ajuda dos professores, cada um focará no que irá estudar como forma de apronfundar o conteúdo já passado nas aulas. Todas as semanas os alunos passarão por testes, onde os conteúdos são passados começando na segunda feira e, seguem até na quinta feira onde terão como que uma revisão respondendo-os e treinando seus conhecimentos mencionados nos conteúdos. Caso o Aluno não consiga atingir a meta esperada, já na sexta feira é auxiliado com maior atenção prática e tecnológica, para que assim o aluno acompanhe os que estão avançados.

A função tradicional de métodos já que estamos comumente a presenciar, ainda são de suma importância afirma o diretor da escola. Mas estamos extremamente avançados tecnologicamente, então há maior precisão em acompanhar tais tecnologias que contemporaneamente nos remete a novos conhecimentos de avanço. Diante das palarvas dos pais dos alunos e colocado por eles mesmos a importância desses novos métodos, afirma a mãe de um aluno do segundo ano do ensino médio: È muito importante usar as novas tecnologias que leva os jovens a aprimorar seus conhecimentos de uma forma atraente e comumente na sociedade, essa colocação é de uma mãe que também é professora de rede pública. Há também grande participação dos alunos diante dessa ideia nova de comunicacão contato com os aparelhos que aparentemente pode se tornar viciante nas redes sociais. Mas de certa forma são controlados pelos professores e consequentemente pelos alunos. Eram maravilhados os alunos pelo acesso as tais instrumentos que geralmente usam para outros meios que não sejam educacional. Depois de alguns meses de uso dessa nova forma, tiveram de acordo com a direção da escola um gráfico elevante de alunos que melhoraram o desenvolvimento até mesmo o nível de raciocínio lógico, e dentre outras capacidades pedagógicas. Houve um instalamento nos tabletes de aplicativos de língua Portuguesa e de língua Inglesa. Entrevistamos a professora de Língua Inglesa Maria Emmir que afirma que aumentou o nível de notas nesta disciplina referente depois da ampliação dos aplicativos abrangentes.

Depois de tantas iniciativas com as novas tecnologias, criou-se grupos de interação nas redes sociais para discutir e aprimorar o conteúdo passado na sala de aula, que leva os colegas de sala a ajudar aqueles mais fragmentados no aprendizado, ajudando também a adiantar tais conteúdos que muitos poderiam ter perdido por motivos de faltas nas aulas. Iniciativa essa que nos leva a incentivar a muitos educadores de maneira geral para expandir essa ideia por meio de atitudes e participação de dos tais educadores.

 

MÃOS FEITAS POR IMPRESSÃO 3D PROPORCIONA MAIOR INCLUSÃO SOCIAL

Por (Rafael Nogueira de Holanda, RU: 1805713)

Polo – Fortaleza

Data (14/09/2017)

 

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Fonte: Maria Elizete Kunkel, PhD em Biomecânica

Projeto feito por uma equipe de pesquisadores busca produzir uma mão mecânica de baixo custo com o objetivo de atender uma demanda maior de pessoas carentes que necessitam da tecnologia para melhorar a qualidade de vida e a autoestima, e consequentemente, colaborar com a inclusão social.

Até poucas décadas atrás, as pessoas com qualquer tipo de deficiência eram segregadas de algum modo: mandadas para colônias, asilos e, mais tarde, para clínicas especiais. Esses lugares, no entanto, sempre foram mais parecidos com prisões do que com casas de saúde ou de tratamento. Em pleno século XX (década de 1960) pessoas com deficiências eram chamadas de “inválidas”, “defeituosas”, “incapazes” ou “incapacitadas”. Termos estes usados em leis e decretos da época. A partir de certo momento, foi necessário ser politicamente correto, e então elas eram definidas com eufemismos: “pessoas excepcionais”, “com necessidades especiais”, “portadoras de deficiência, “portadoras de necessidades especiais”. Atualmente, o termo considerado mais politicamente correto é “pessoa com deficiência” contrariando o popular “pessoas com necessidades especiais” que impõe limitações.

Ao longo da história diversos inventores, médicos e curiosos tentaram produzir artefatos para “substituir” os membros necessários para uma melhor qualidade de vida daqueles que faziam uso dessas criações. No início as próteses nem sempre eram confortáveis, muitas vezes até feriam, mas o desenvolvimento desses projetos é marcado por uma trajetória de aprimoramento das próteses.

Hoje, a mudança mais importante é desvincular do processo de criação desses aparelhos a ideia de reposição da imagem cosmética do membro perdido, por uma que tenha como foco a reposição funcional. Pois, não faz sentido esconder-se atrás de um membro artificial, fingindo ter um braço ou uma perna, e fechar-se para as oportunidades que a vida oferece.

Tecnologias assistivas, definido como “qualquer item, parte de equipamento, ou produto, adquirido no comércio ou adaptado ou modificado, usado para aumentar, manter ou melhorar a capacidade funcional de pessoas com deficiência” quando adequadas ao usuário e seu ambiente, têm-se mostrado ferramentas poderosas para aumentar a independência e melhorar a participação.             Os mesmos também foram apontados como redutores da deficiência, e podem substituir ou complementar os serviços de apoio, possivelmente, com redução dos custos de assistência.

O aparelho ortopédico prescrito para um homem de 60 anos é muito diferente daquele indicado para um rapaz de 17 anos, porque as necessidades de cada um são diferentes. Não é uma questão de quanto a pessoa tem para gastar. É a sua necessidade dentro da expectativa funcional que existe para ela. Este parece ser o grande desafio da engenharia no campo da medicina.

Cada indivíduo amputado deve ser avaliado minunciosamente e o nível de mobilidade (mobis) dele será um fator de extrema relevância para a prescrição da prótese mais adequada para ele. Infelizmente o que é “doado” pelo SUS nem sempre atende a todos os indivíduos, os pacientes jovens, por exemplo, não são bem atendidos pelas próteses cedidas pelo SUS, pois estas, de certa forma, limitam a locomoção destes. Cada indivíduo evoluirá de forma particular, há de se levar em conta as morbidades; pacientes diabéticos muitas vezes terão que fazer uso de aditamentos (muletas ou andadores) para auxílio, pois apresentam neuroparia diabética, a qual reduz seus níveis de força, equilíbrio e sensibilidade.

Criada nos Estados Unidos em 1984, por Chuck Hull, a impressão 3D que também pode ser chamada de prototipagem rápida, vem conquistando cada vez mais espaço no mercado e nos ambientes de trabalho por oferecer baixo custo e facilidade na confecção de peças, podendo em alguns casos até se auto replicarem, ou seja, imprimir peças que compõem sua própria estrutura.

Tendo isso em mente, desde 2000, quando a impressão 3D passou a ser utilizada pela medicina, a réplica de órgãos se tornou uma grande aliada para diversas áreas, principalmente na ortopedia, onde os avanços em relação a esse tipo de recurso foram mais significativos, resultando na produção de implantes e próteses. Com os avanços da impressão tridimensional no Brasil, as próteses impressas facilitam a vida de inúmeras pessoas pelo menor custo, leveza e a possibilidade de customizar.

Uma prótese convencional adquirida em países como Alemanha, Suíça ou Inglaterra custa em média 200 mil reais e 90% dos protetizados a abandonam por falta de adaptação. Já a prótese impressa demora em torno de 15 a 24 horas, de acordo com o modelo ou tamanho. O processo de adaptação com a prótese é muito individual para cada pessoa.

Próteses fabricadas em impressoras 3D representam uma redução de custo muito significativa, oportunizando que diversas pessoas, que antes não tinham acesso a esse tipo de artefato, possam ter maior acessibilidade e maior qualidade de vida. O desenvolvimento destes recursos tecnológicos é muito significativo para a inclusão e participação social de pessoas com deficiências, sobretudo no que se refere à inserção de estudantes com estas características no sistema regular de ensino e à atuação profissional desta população no mercado de trabalho.

Acredita-se que, a partir do momento que uma pessoa com deficiência adquire uma prótese adequada ao seu tamanho, e que a auxilie a realizar ações comuns do dia-a-dia, aumenta a chance de inclusão social. O uso de prótese pode oportunizar uma criança a estudar, ou um adulto a trabalhar.

Desta forma, o protótipo da mão robótica pode ser uma alternativa viável para pessoas de menor poder aquisitivo, pois a parte estrutural pode ser concebida em simples impressoras 3D. Com a utilização da prototipagem rápida e de baixo custo neste projeto torna possível a personalização e customização da mão robótica sendo facilmente adaptável a qualquer pessoa, auxiliando pais de crianças e adolescentes que, em função do rápido crescimento do paciente, necessitam efetuar a troca da prótese constantemente, reduzindo o custo do tratamento como um todo.

Uso do aplicativo ProDeaf a serviço da inclusão na sala de aula na Escola Divino Salvador

Por Maria Rosineide dos Santos Sousa, RU 1401598

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A professora de Libras Kilvia da escola Divino Salvador em Mombaça Ceará criou um projeto para trabalhar na sala do 8º ano C com alunos em faixa etária de 14 a 15 anos onde alguns alunos são surdos a mesma em uma pesquisa viu que a sala precisava de algum apoio e resolveu trabalhar esse projeto com eles e incluiu o aplicativo ProDeaf que traduz frases e palavras de Português para Libras. O mesmo pode ser usado por qualquer aluno.

O aplicativo foi idealizado por estudantes de mestrado em computação da Universidade de Pernambuco em 2010, a partir da história de um colega deficiente auditivo. O aplicativo está disponível para iPhone, Windwos Phone e Android, o Prodeaf é móvel e gratuito. A professora Kilvia fez uma pesquisa juntamente aos professores da referida escola sobre a questão da inclusão e viu que ali seria necessário um olhar diferente por conta do total de alunos surdos que estavam nas salas e que professores e colegas não estavam sabendo lidar com tal situação então ela foi para dentro da sala de aula do 8º ano e começou a ver a situação de perto , de imediato constou que aqueles alunos com deficiência não estavam conseguindo acompanhar o ritmo dos outros por não ouvirem e nem tampouco conhecia libras fluente .

A mesma iniciou seu trabalho observando quantos alunos tinham celulares e se os mesmos gostariam de ajudar os colegas com surdez, que de imediato se proporam a baixar o aplicativo em seus celulares independentes de seres surdos ou não todos conseguiram fazer esse processo e começou o estudo do mesmo, para que servia como usá-lo e como ajudar os colegas a utilizar também. Pois os que tinham deficiência tiveram bem mais dificuldade. O uso do aplicativo ajudou bastante aos professores e alunos que começaram a dialogar e ter mais contato com os colegas com a deficiência e daí viram a dificuldade que pessoas com qualquer deficiência têm para seu desenvolvimento e interação e integração na sociedade hoje.

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Foram alcançados vários objetivos com o aplicativo, um deles foi à interação dos alunos surdos com os colegas e professores mais também houve vantagem e desvantagens uma das vantagens foram ver a alegria e a satisfação deles em poder mexer no celular e começar juntar frases e palavras mais as desvantagens foi: que nem todos os professores conseguiram total adaptação com o aplicativo devido à falta de tempo na sala para dar total apoio aos alunos surdos devido ser hora/aula então torna- se inviável ao horário de cada um.

A professora que idealizou o projeto não é regente da sala mais trabalha na escola em sala de AEE mais mesmo assim ela acompanha o desenvolvimento da turma e uma vez por semana ou quinzenal ela entra na sala para dar continuidade do trabalho que ainda está em desenvolvimento e cada vez mais ajudar não só os alunos surdos mais a todos para seus desenvolvimentos diários.

ALUNOS CRIAM DISPOSITIVO PARA AUXILIAR DEFICIENTES VISUAIS

Por Marina Quadros Oliboni RU: 1515874

Educação Inclusiva. imagem

                                             Foto: http://www.educacaoinclusiva.mpba.mp.br

Na última segunda feira(11), o professor Valter Pinheiro deu início a uma nova era na escola Liceu do Ceará. Com o objetivo de facilitar a vida de alunos portadores de necessidades visuais, Valter trouxe para a escola um aparelho criado por alunos de uma escola pública do inteiro do Ceará que torna o Liceu uma escola inclusiva.

Roboticeyes, é o nome do protótipo criado por quatro alunos da escola Professora Maria Cavalcante, localizada em Quixadá, no Sertão do estado do Ceará, à 167 km da capital e com uma população de 85.371 habitantes.

O aparelho eletromecânico, que fica fixado no tornozelo e emite uma vibração ao sair de sua rota, funciona como uma espécie de guia permitindo a quem não vê andar sem a ajuda de um cão guia ou da ajuda de outras pessoas para chegar de um lugar ao outro. A primeira experiência foi feita no Centro de Referência e Inclusão Social da Criança e do Adolescente (Crisca), em Quixadá, com o jovem Ronaldo Pereira Silva, portador de necessidade visual. “É muito bom por que auxilia a gente a andar no lugar certo e avisa quando sai fora do percurso”, disse Ronaldo muito empolgado.

Para a coordenadora pedagógica do Crisca “Um projeto desse porte faz crescer não só o nosso município, mas torna-o pioneiro na criação de um equipamento tecnológico que auxilia na conquista, independência e autonomia das pessoas cegas”.

Esse estilo de educação que o professor Valter está implantando na escola com a ajuda da direção, que já é um direito garantido e deve ser exigido, tem muitas vantagens, pois inserir a tecnologia na educação inclusiva, é um ganho de todos.

São várias as vantagens como, possibilidade de aprendizado diferente, vontade de aprender, atenção redobrada, menos individualismo, informação adquirida de forma diferente, aprendizagem eficiente, auxilia nos métodos educacionais e auxilia no planejamento.

educação inclusiva é muito importante e deve ser levada a sério pelos alunos, profissionais da educação e pais”, ponderou professor Valter.

O aparelho fez tanto sucesso pela sua eficiência que a escola já pensa em apresentar um projeto para o governo do estado implantar em toda rede estadual.

APLICATIVO PARA SURDOS FAZ SUCESSO EM SALA DE AULA

Por: JOSÉ CLÉBIO DE MESQUITA SOUSA Ru:1287087

José Clébio (fonte: Google imagens)

Agora já é possível um aplicativo que traduz para os surdos, tudo aquilo que as pessoas lhes falam. Isso graças a uma inovação tecnológica, que obteve tanto êxito que foi adotada pelo MEC, que comprou a ideia e expandiu seu uso para várias escolas públicas do Brasil. Pelo menos para esses colégios contemplados com esse aplicativo, ficou resolvido um problema antigo de falta de comunicação entre alunos surdos e alunos ouvintes e até entre professores que não dominavam a Libras.

Foi numa sala de aula da quinta série do ensino fundamental do colégio novo horizonte, situado na cidade de Horizonte no Ceará, que foram encontrados alunos surdos convivendo pacificamente com alunos ouvintes e isso não se dava pelo fato de haver um interprete em sala de aula, pelo contrário, a escola nunca soube o que é um interprete, (embora a lei obrigue que tenha, aliás problema esse ainda presente em muitas escolas) mas sim pelo fato da eficácia do aplicativo “Hand Talk” (Mãos que falam) que foi bem aceito por professores e alunos.

O Hand Talk foi criado em 2012 por três estudantes alagoanos, que se dedicaram em criar algo que contribuísse com a inclusão social de surdos e deficientes auditivos, tendo em vista que segundo o jornal da cultura “5% da população brasileira são formados de surdos e mudos e deficientes auditivos, somando-se ao total, mais de 10milhões de pessoas”.

A invenção dos jovens brasileiros foi um verdadeiro sucesso, pois segundo Jornal O Globo “O aplicativo Hand Talk (mãos que falam), em 2014 recebeu um prêmio da ONU de um dos melhores negócios sociais do planeta e o melhor na categoria inclusão social do prêmio WSA-Mobile”.

O Prêmio Empreendedor Social de Futuro da Folha de São Paulo, foi outra grande conquista dos três empreendedores alagoanos, destaque na mídia nacional e internacional.

Tudo isso foi motivo de muita alegria para os inventores alagoanos, que não pararam de festejar, porque até hoje já foram mais de um milhão de downloads e mais de 150mil usuários ativos/mês, (segundo o próprio site do aplicativo) sem falar dos contratos comerciais, com lojas, centros comerciais, eventos e outros mais, que vieram para comprovar na prática o sucesso da invenção. O aplicativo Hand Talk também fechou uma parceria com o MEC que levou essa inovação, para milhares de tablets da rede pública, inclusive no colégio acima citado, para melhorar a comunicação entre surdos e ouvintes e ampliar a inclusão educacional no Brasil.

O Hand Talk é bastante prático e de fácil manipulação, uma vez já instalado no celular ou tablet, o ouvinte fala no celular onde o mesmo traduz em forma de Libras para o surdo, que por sua vez entende facilmente. Além de falar o ouvinte pode digitar ou fotografar alguma placa de aviso ou algo parecido que o Hand Talk traduz simultaneamente para o surdo. Mas vale  ressaltar que a operacionalidade do aplicativo só é possível com o aparelho conectado à rede de internet e que a cada vez que a empresa insere novos conteúdos, o aplicativo é atualizado automaticamente, evitando assim que o mesmo fique ultrapassado.

Voltando a sala de aula!

Como foi dito no inicio, na sala de aula do ensino fundamental do colégio novo horizonte, as evoluções no ensino-aprendizagem após a adoção do Hand Talk, foram cada vez mais notórias e motivo de destaque em todo estado, pois os quatro surdos que haviam na sala até então isolados pela falta de comunicação, agora interagem sem problemas com todos os outros alunos, inclusive com os professores. Tudo isso graças ao aplicativo que torna tudo entendível, pois quando os alunos ouvintes querem interagir com os alunos surdos, recorrem imediatamente ao Hand Talk que por sua vez, traduz em forma de Libras e pronto tudo resolvido, sem falar que de tanto os alunos recorrerem ao aplicativo, sistematicamente ficam craques em Libras, isso por um fator natural de assimilação, quanto mais praticamos, mais aprendemos. Dessa forma, realizar trabalhos em equipe, fazer apresentações, ter atenção do professor, entre outros, não são mais problemas para os surdos dessa sala de aula, pois com o uso do aplicativo tudo se tornou entendível para os alunos surdos.

Com esse exemplo, vê-se que não é o aluno portador de necessidade especial educacional que tem que se adaptar a escola, muito pelo contrário, a escola é que tem que se adaptar para receber esse aluno e lhe oferecer todas as condições necessárias, para a conclusão de sua formação intelectual e pessoal.

Segundo um dos grandes especialistas na área da pedagogia-educacional VYGOTSKY “As investigações psicológicas, experimentais e clínicas demonstram efetivamente que a poliglossia, isto é, o domínio de diferentes formas de linguagem, no estado atual da pedagogia para surdos, é uma via inevitável e frutífera para o desenvolvimento da linguagem e da educação da criança surda”.

Portanto o bom educador não deve esquivar-se da complexidade de ensinar alunos surdos ou deficientes auditivos, mas deve procurar meios alternativo-pedagógicos pra fazer acontecer a inclusão educacional. Nesse contexto já existe bastante tecnologia que auxilia o professor, na difícil tarefa de ensino-aprendizagem com alunos que possuem necessidades especiais de educação.

Fica o exemplo para todas as escolas seguirem, usar esse aplicativo e incluir de vez os alunos surdos ao sistema educacional e contribuir substancialmente para uma educação inclusiva e de qualidade. O aplicativo Hand Talk é só um exemplo dentre várias outras invenções tecnológicas que podem dar suporte a outros estudantes que necessitam de atenção especializada como deficientes visuais, cadeirantes, portadores da síndrome de down, acometidos de paralisia cerebral, deficiência intelectual, autistas, etc. Portanto vale a pena se atualizar e ver o que há de novo em termos de tecnologia, para tornar nossa escola cada vez mais inclusiva.

 

 

 

LIBRAS; UMA LÍNGUA DIFERENTE

Alunos e professores da EEFM Carlos Bessa localizada no município de Granja no Estado do Ceara, tem chamado atenção de educadores neste ano de 2017. Esta escola é participante do projeto de Inclusão “Libras: uma língua diferente” recebeu este projeto depois que a empresa que desenvolveu o aplicativo “Hand Talk” escolheu a escola como uma das dez no Brasil que foram indicadas para utilizar gratuitamente o aplicativo, com intuito de fazer os primeiros testes com pessoas que ainda não tiveram contato com Libras: A língua brasileira de sinais.

Em 2002, o governo federal reconheceu a Libras como a língua oficial a ser utilizada pelos surdos e foi reconhecida como segunda língua oficial no País, por meio da Lei 10.436. Desde então escolas e professores bem como familiares tem despertado para incluir no seu dia-dia a língua de sinais, pois entre os brasileiros são 10 milhões de surdos, 5% da população. As narrativas traduzidas ou adaptadas para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) são mais indicadas, muito mais que o português, segundo especialistas.

A escola EEFM Carlos Bessa acolhe no total dez crianças e jovens surdas, integrantes de diferentes faixas etárias “Sempre foi um grande desafio inserir estas crianças em todas as atividades da escola” relata o coordenador pedagógico Hugo Duarte, que também apresentou os interpretes da escola.

O projeto iniciou em abril de 2017, com uma palestra, com a presença dos pais e professores, foi divulgado o procedimento da instalação do aplicativo nos dispositivos e os primeiros passos para conhecer a funcionalidade do mesmo, o projeto também se estendeu para outros pais que não tinham filhos com deficiência  auditiva, no total participam do projeto, oito professores,  doze pais, os dois interpretes da escola que também são professores e oitenta jovens. O App conta com a ajuda do Hugo um personagem em 3D, que além de traduzir conteúdos para Língua de Sinais, também está presente em uma sessão educativa chamada Hugo Ensina, com uma série de vídeos que ensinam crianças e adultos expressões e sinais em Libras. A principal limitação é que em alguns momentos o app precisa receber atualizações e download das aulas através de uma conexão wife. A escola tem esta conexão e maioria das residências também têm este serviço.

O objetivo deste projeto é desmitificar a língua de Libras e quebrar barreiras entre os ouvintes  e não ouvintes e assim estes participantes além de adquirir princípios serão replicadores na sociedade onde vivem, os desenvolvedores esperam receber um retorno dos usuários, através da indicação das possibilidades de melhorias.

“Espera-se que no final de 2017 possamos colher os primeiros frutos deste projeto pioneiro na região”, expressa o coordenador pedagógico.

Por (ELIENE ALVES PEREIRA SANTOS, RU 1796305 e LUCIANA RODRIGUES RAMOS DUARTE, 1292027)

Polo – FORTALEZA